ps: voltando aos textos normais e deixando de lado a ironia, a generalização e as reclamações propositalmente infundadas
o sistema
não se conformava, estava inquieto ... tinha que reclamar com alguém e tinha que ser naquele momento ... ele sabia que se não reclamasse na hora ia acabar esquecendo ... pegou o telefone e ligou para o SAC (serviço de atendimento ao consumidor)
após uma sequência de apostas aleatórias (aperte o 1 para A, o 2 para B e o 3 para C) e de musiquinhas de lavagem cerebral, ele finalmente consegui falar com uma atendente:
"boa tarde, em que posso ajudá-lo"
"o sistema está errado"
"como assim? qual sistema?"
"o sistema ... e não se faça de desentendida, você faz parte dele"
"faço?"
"sim ... você está aí dentro"
"mas eu não sei de nada"
"hummm ... você sabe sim ... isso está errado"
"mas ...o que?"
"pense comigo ... em um bar eu peço o que eu quero, consumo e depois pago"
"é verdade"
"até mesmo em um motel ... eu fico o tempo que quiser e depois pago"
"sim"
"você sempre consome e depois paga"
"é ... sim"
"então ... o sistema está errado"
"você até que tem razão"
"tem que mudar ... não dá pra continuar assim"
"mas mudar como?"
"fale com seu gerente ... ele entenderá"
"aguarde um instante"
- musiquinha de lavagem cerebral -
"o gerente disse que não vai mudar"
"como não?"
"não não ué"
"mas você explicou pra ele que o sistema está errado ?"
"ele disse que não é o normal mas que tem que ser desse jeito ... não tem como mudar"
"então tá errado, mas ele que está aí dentro e sabe que está errado não vai fazer nada ?"
"é ... acho que não tem jeito"
"tem sim ... eu vou fazer isso acontecer"
"como?"
"uma revolução começa nesse instante ... isso tem que mudar"
para emplacar a revolução, o homem recorreu à violência ... deu três chutes na máquina de refrigerante, arrebentou a caixa de moedas com um pé de cabra e foi atrás de outras daquelas máquinas que lhe exigiam dinheiro para depois entregar o produto
domit - sóbrio ... ainda assim, bobo